Publicado por: pachaurbano | 4 julho, 2010

Do fazer poema

Fui agraciado hoje com este poema lindíssimo – que fala sobre fazer poesia – e quero compartilhá-lo com vocês.

Hoje eu preciso escrever um poema
um poema que não tenha ponta
e brilhe por si só
eu preciso escrever um poema alcalino
torneado
eu preciso fazer um poema, que se pega com as mãos
e se beba com gelo (dois cubos)
doce como o caldo da cana, que agrada e satisfaz
doce como o mel da abelha, doçura e maciez
um poema bem fácil de engolir
e de bem fácil digestão
e que, quando digerido,
te encha a barriga
e a cabeça de sonhos
eu quero fazer um poema com os olhos confiantes
e os dentes tranqüilos

O meu poema não será um problema
mas será cheio de soluções
o meu poema, será maduro
entre mole e duro
entre o sim e o não
será um poema exato
e belo em sua divina perfeição

O poema do sonho
da Vida
o poema do sonho da vida
o mais vibrante e doce poema
o poema do meu coração
para o teu jeito
com os meus temperos
para o teu gosto
O meu poema deverá ser negro
e macio como o pelo dos gatos
transmitir vibrações sutis
mas, no sentimento e distante
não ouvirás
este meu pobre poema

Francisco Sales

Meu grande amigo Sergio Glenes sempre nos agracia com a leitura dos poemas de seu pai, o poeta Sr. Francisco.

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